Embora no meu post anterior eu tenha feito um relato light sobre a prova, acho importante deixar registrados os inúmeros problemas que ocorreram:
1. Falta de iluminação - os holofotes, poucos, eram mais do que inúteis - atrapalhavam. E não venha dizer que estavam todos de farol. O melhor deles ilumina a 3 metros de distância, no MÁXIMO. Ciclista precisa enxergar mais longe ou não tem tempo de se desviar.
2. Falta de sinalização - os cones não brilhavam. Muita gente trombou com eles.
3. Falta de staff - não tinha quase ninguém ao longo do percurso.
4. Falta de segurança - a polícia só apareceu depois que aconteceram alguns incidentes e, mesmo assim, era pouco efetivo.
5. Informações desencontradas - a respeito da classificação, das regras, dos tempos. Ze Eduardo e Faustolo estavam na frente da dupla que ficou em terceiro e eles não foram classificados nem em primeiro nem em segundo!
6. Vários trechos perigosos, com asfalto mole, buracos, materiais cortantes ou perfurantes ao lado da pista.
Eu vi a ambulância sair pelo menos cinco vezes. Muita gente se machucou. Alguém poderia ter morrido. Foi uma irresponsabilidade fazer uma prova num lugar como aquele. Nós fomos devagar, pedalamos sozinhas e tomamos o máximo de cuidado possível. Mesmo assim, poderíamos ter sofrido algum acidente. Foi sorte.
Pergunta: como é que a Federação de Ciclismo autorizou esta prova??
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Meu maior medo...

... em relação ao triathlon é morrer num treino de estrada. Este ano treinei pedal algumas vezes na Dom Pedro e confesso: fiquei tensa. E não me venham com essa conversinha mole de que “quando é pra ser, é pra ser” “quando chega a hora” ou “quando não é a sua hora” bla bla bla. Sim, pedalar em rodovias grandes, por onde passam carros e caminhões em alta velocidade, aumenta suas chance de ver “a sua hora chegar”.
Você pode fazer tudo direitinho: andar em grupo, pelo acostamento, não clipar quando passam os caminhões, sinalizar suas manobras etc e tal. Mas um pequeno erro de cálculo, pequeno como a passagem das rodas por entre dois pequenos obstáculos (tartaruguinhas), pequeno como um galho caído maior do que se pensava, pequeno como um punhado de areia ou uma mancha óleo na pista, podem ser fatais.
Este ano presenciei um acidente com o Armandinho Bassani. Estávamos pedalando em um pequeno grupo quando ele perdeu o controle da bike numa descida no acostamento da Dom Pedro e se chocou contra uma mureta de proteção. Se ralou inteiro mas, teve sorte, pois não passou disso. Foi bem na minha frente.
A USP também foi palco de vários acidentes mas, como o trânsito de carros e outros veículos é um pouco menos intenso e em velocidades mais baixas que na estrada, os acidentes, na maior parte das vezes, não foram graves. Três dias antes de Pirassununga, durante o treino na USP vi o André Rappaport (colega da MPR)escorregar numa mancha de óleo e deslizar pelo chão. Por sorte, não vinha nenhum carro atrás. Ele se levantou rapidinho. E inteiro.
Acabei de ficar sabendo que a Ana Lidia sofreu um acidente grave na Dom Pedro. Conheci a triatleta antes de ir pra Clearwater em 2008. Como ela tinha ido em 2007, me deu um monte de dicas. Foi muito prestativa e simpática. Ela já está se recuperando mas, pelo que soube, caiu da bicicleta e foi atropelada por um carro. Sua sorte foi que o caminhão que passava conseguiu desviar-se dela. Estou torcendo muito, mas muito mesmo para que ela se recupere rápido e que não tenha nenhum tipo de sequela.
Esse acidente me faz refletir se vale mesmo a pena ir para estrada. Ano que vem terei treinos de até 160 km mas, sinceramente, não sei se estou disposta a correr riscos em grandes rodovias. Romeiros e Riacho Grande são lugares de pouco tráfego e baixas velocidades. Talvez não sejam ideais para quem quer completar um iron. Mas pelo menos, minhas chances de chegar inteira até lá, aumentem.
Você pode fazer tudo direitinho: andar em grupo, pelo acostamento, não clipar quando passam os caminhões, sinalizar suas manobras etc e tal. Mas um pequeno erro de cálculo, pequeno como a passagem das rodas por entre dois pequenos obstáculos (tartaruguinhas), pequeno como um galho caído maior do que se pensava, pequeno como um punhado de areia ou uma mancha óleo na pista, podem ser fatais.
Este ano presenciei um acidente com o Armandinho Bassani. Estávamos pedalando em um pequeno grupo quando ele perdeu o controle da bike numa descida no acostamento da Dom Pedro e se chocou contra uma mureta de proteção. Se ralou inteiro mas, teve sorte, pois não passou disso. Foi bem na minha frente.
A USP também foi palco de vários acidentes mas, como o trânsito de carros e outros veículos é um pouco menos intenso e em velocidades mais baixas que na estrada, os acidentes, na maior parte das vezes, não foram graves. Três dias antes de Pirassununga, durante o treino na USP vi o André Rappaport (colega da MPR)escorregar numa mancha de óleo e deslizar pelo chão. Por sorte, não vinha nenhum carro atrás. Ele se levantou rapidinho. E inteiro.
Acabei de ficar sabendo que a Ana Lidia sofreu um acidente grave na Dom Pedro. Conheci a triatleta antes de ir pra Clearwater em 2008. Como ela tinha ido em 2007, me deu um monte de dicas. Foi muito prestativa e simpática. Ela já está se recuperando mas, pelo que soube, caiu da bicicleta e foi atropelada por um carro. Sua sorte foi que o caminhão que passava conseguiu desviar-se dela. Estou torcendo muito, mas muito mesmo para que ela se recupere rápido e que não tenha nenhum tipo de sequela.
Esse acidente me faz refletir se vale mesmo a pena ir para estrada. Ano que vem terei treinos de até 160 km mas, sinceramente, não sei se estou disposta a correr riscos em grandes rodovias. Romeiros e Riacho Grande são lugares de pouco tráfego e baixas velocidades. Talvez não sejam ideais para quem quer completar um iron. Mas pelo menos, minhas chances de chegar inteira até lá, aumentem.
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