Não sei se é assim com todo mundo em seu primeiro Iron, mas eu tenho ouvido vozes. Muitas vozes. Não são vozes do além, espíritos ou fantasmas sussurrantes. São vozes mesmo, de pessoas que já fizeram, vão fazer ou, pelo menos, já assistiram à prova várias vezes. Todos têm algo a dizer sobre você ou seu treino. Com as melhores intenções. Algumas vozes faço questão de escutar. Aliás, pago para ouvi-las: do técnico, da nutricionista, ortopedistas. Outras vozes, dos amigos e amigas que fizeram o Iron, eu gosto de escutar. Fazem relatos de suas experiências pessoais, dão dicas, pequenos truques, contam aquilo que funcionou com eles. Outras ainda, eu não escuto, mas leio - os blogueiros, sites especializados, livros sobre o tema. Aí tem de tudo: informações técnicas, histórias, novidades, treinos. O mais complicado é que, nem sempre, as vozes estão de acordo. Há assuntos em que cada um diz uma coisa. As pessoas sempre falam a partir de seu ponto de vista, de sua base de conhecimentos, de suas próprias experiências assim, a diversidade de idéias e opiniões não é pequena.
Fora isso, claro, tem a turma do palpite. Que sabe pouco, fez menos ainda, mas tem opinião de monte. Esses, a gente faz hanhã e ignora solenemente.
Nós, os novatos, estreantes e inexperientes, precisamos ter cuidado com tantas vozes. É sim, útil ter informações e opiniões disponíveis mas é preciso filtrar tudo que se ouve e aprender a escolher quem considerar - dependendo do assunto. Nem tudo discuto com meu técnico, nem sempre acato os meus amigos. E, sempre, é preciso calar essas vozes e ouvir as nossas próprias, ainda que seja para travar um debate interno, ponderar, colocar na balança. A nossa opinião tem de ser muito importante para nós.
