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domingo, 12 de julho de 2009

Treinos e contratempos

A USP fechou de 5ª até hoje. Ou seja, nosso lugarzinho fácil, próximo e com padoca, estava vedado. Teríamos de organizar dois treinos: na quinta e no sábado. A previsão metereológica avisava a chegada de uma frente fria, trazendo chuva, já no início do feriado.
Nossa primeira opção era Romeiros na 5ª e Riacho Grande no sábado. Mas descobrimos que haveria romaria na estrada no dia do feriado. Pedalar em dia de romaria é inviável: dezenas de charretes com som de música sertaneja bombando em suas potentes caixas acústicas, cavalos pangarés das mais variadas variedades e, surprise surprise, muitas bicicletas com chupetas e bichinhos de pelúcia presos aos seus guidões. E eles são muitos. Quando você acha que acabou, vira a curva e pronto, lá estão eles de novo. O problema é, principalmente, nas subidas. Os romeiros-ciclistas vão pedalando até certo ponto, e aí sem aviso prévio, simplesmente param e desmontam. A gente, que vem no embalo, precisa desviar rapidinho o que, às vezes, não é simples, já que ocupam a pista inteira e, para ultrapassá-los é preciso ir pela contramão. E não vamos nem falar nas brincadeirinhas e comentários engraçadinhos no momento em que umA ciclistA (não um ciclistO) passa sozinha por eles. Mas lembra como chama a estrada: Estrada dos Romeiros. Portanto, não reclame. A prioridade é deles.
Mas voltando aos treinos deste fim-de-semana prolongado pelo feriado de nove de julho. Nossa assessoria, a MPR, combinou encontro na “estradinha”, também conhecida como Riacho Grande ou Caminhos do mar ou Estrada Velha de Santos. É uma volta de 16 km, no topo da Serra do Mar. Venta muito. Quando não venta, chove. Deve ser um dos índices pluviométricos mais altos do Brasil.
Embora a previsão não fosse das melhores, 5ª feira não choveu e rolou o treino. Com muito vento no uphill, claro. Fui até antes do horário marcado pra fazer 65 km e voltar a tempo de ver o Tour. Deixamos mais ou menos marcado o treino de sábado em Romeiros. Sábado não tem erro. Não tem Romaria.
A tal da frente fria chegou sexta com tudo. E nosso treino de sábado foi por água abaixo.
Aí, já viu. Um treino perdido por fim de semana, tudo bem. Mas domingo ia ter de ter treino. Foi um troca-troca de torpedos pra tentar combinar ONDE. Romeiros era a primeira opção. Liguei pra Itu, descobri que ia ter romaria de novo. Riacho Grande de novo. Que saco. E o tempo? Nem a previsão se decidia. Entrei em três sites diferentes e cada um previa uma coisa. Chuva desde cedo em um, nublado em outro, chuvisco no outro. Impossível ter certeza. Até meus filhos sofreram com esta indefinição. Iam dormir na casa da avó, depois não iam mais (porque a chuva parecia não ter fim), depois iam de novo (porque a chuva deu uma trégua), depois não iam (aí não teve nada a ver com a previsão, mas com o mau tempo, digo mau-humor, do pai deles mesmo) e acabaram indo (antes que a mãe deles fechasse o tempo).
Logo cedo, nova troca de torpedos. O tempo estava muito estranho. Ir pro Riacho era garantia de tomar chuva.
Eu e o Roi (meu marido, que também treina, e isso é assunto pra pelo menos uma postagem) arriscamos a USP. E entramos. E tomamos um pouco de chuva. Mas o tempo foi abrindo, foi abrindo e... abriu!
Foi ótimo. Pedalei um pouco sozinha, um pouco com o Flavio (que já fez três Irons) e foi uma ótima companhia e depois sozinha de novo. . Sempre de cara no vento. Assim se passaram 80km e nem me senti como um hamster na gaiola E o povo disse que ia pedalar, coisa e tal, se assustou com a cara feia do tempo e não foi. Perderam.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sobe e desce ou a Lua na USP

Outra hora dou seqüência à história de como tudo começou. Vamos diversificar os tópicos, é saudável.

Pedal na subida é o melhor treino da USP. Nesta última terça foi sensacional. Lua cheia descendo no alto da subida da Química. Pedalávamos em direção a ela até o topo e então, como se desistíssemos de alcançá-la, virávamos as costas e retornávamos. A cada subida, ela ficava maior e mais alaranjada. E lá pela metade do treino, o céu, na descida começou a ficar rosa e, no fim, o sol vermelho, apareceu.
Na subida, não dá para pensar em nada que não seja a própria subida: o esforço da pedalada; a troca de marchas; aquele ponto ali, um pouco antes da lua, onde devo chegar e, a partir dele, aumentar o RPM (rotações por minuto, ou seja, o giro da perna); aquele cara, naquela bicicleta, que quero ultrapassar, porque sei que consigo; a hora de pedalar em pé, amassando o pedal com a sapatilha, a hora de pedalar sentada e puxar a sapatilha pra cima; sobe pulsação, aumenta respiração, a perna queima, o calor aumenta.
Na descida, os pensamentos são soprados pelo vento que bate gelado. Mas os sentidos têm de estar aguçados. Quanto maior a velocidade, mais atentos aos buracos, carros, ônibus, pedestres, outros ciclistas, lombadas e curvas temos de ficar. As pernas giram, descansando; os batimentos decrescem, a respiração acalma, o frio aumenta.
Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete vezes. E eu queria mais.
Nas noites mais geladas, o único desconforto, é o térmico. Como coloco muita roupa pra não passar frio, morro de calor na subida e congelo na descida. Mas, nessa terça, não. Foi perfeito.



segunda-feira, 29 de junho de 2009

Placar do fim-de-semana: Treinos 2 x 2 Família


No fim-de-semana a prioridade é o convívio com a família, certo? Errado. Para quem treina, é um prato cheio, ops, uma planilha cheia pra se derrubar. Se, durante a semana, a gente equilibra vários pratos: trabalho, assuntos domésticos, marido, filhos, cuidados extra-curriculares (dentista, creminhos, fisioterapia), no fim de semana, os dois pratos principais são os treinos e a família. E é preciso abrir bem os olhos pra se fazer justiça e não deixar a balança pender.Os treinos aos sábados também começam cedo e isso é bom, porque dá para ir, pedalar, fazer uma social (na padoca de preferência), voltar e ainda chegar antes do almoço com as crias. Depois de pedalar 60 km é preciso ter ainda energia de sobra pra fazer uma programação infantil. Nesse sábado, fomos ver Transformers 2. Pelo menos é melhor do que ver algum filme “cabeça”e dormir. E teve lanche no América, passeio na Livraria Cultura (com direito a Nespresso hummmm), colocar a dupla dinâmica no banho (e impedir que tampem o ralo e inundem o banheiro), tirar do banho e cama... Sem deixar de lado o marido, claro!No domingo, depois do tal pedal geriátrico – mas foram 80 km com subidas – peguei estrada até Igaratá pra dar um beijo no sogro aniversariante e almoçar com a família. Que sono, durante a viagem... Cheguei fedida. Banho rápido, que o almoço já estava na mesa. Meia horinha de tentativa de cochilo, mas com os gêmeos pululando em volta, ficou difícil.Café na veia e volta pra SP escutando o jogo do Brasil (e o CD que a sogrinha gravou) antes de escurecer, porque o carro está caolho (um farol só) e a motorista é cegueta.Voltei e dei início a este blog. É mais um pratinho pra equilibrar.