Saí de férias e abandonei este blog. Pensei que iria ter mais tempo de escrever, mas incrível como a gente consegue se ocupar com tanto tempo livre. Quando se vê, o dia já foi e ainda é preciso providenciar jantar, traçar o jantar e ainda convencer os pequenos a irem pra cama. Na hora em que o movimento termina, só penso em dormir.
E como tenho dormido. Sem neuras. Treino na hora que dá. Estou descansada.
Levei meus filhos para aprender a surfar em Camburi. O professor, um surfista mais do que experiente e velho amigo meu - Rikka Costa, não só domou as ferinhas como conseguiu me convencer a tentar subir na prancha. E não é que eu consegui? Tá certo, foram três vezes, era um LONG BOARD mas eu fiquei em pé! É bom não ter medo de aprender coisas novas.
A filhinha adotada este ano – a Julinha – veio passar uns dias com a gente. Esta “adoção de coração” foi uma das melhores coisas de 2010.
E por falar em Julinha, dia desses aqui na praia, fomos dar uma corrida em Maresias. Fomos de carro até lá porque por aqui a estrada não tem acostamento e lá tem. Mas o movimento estava intenso, mesmo antes das 8 da manhã, e não foi um treininho propriamente relax. Uma hora mais ou menos depois que terminamos aconteceu um acidente feio por lá. Um bêbado, sem carta, resolveu fazer uma ultrapassagem bem no meio da muvuca. Pegou um cara de frente, em cheio. Parece que matou uma mulher. Péssimo.
Virei o ano bebendo, comendo chocolate e até um franguito à passarito de vez em quando. Vou voltar pra Esparta paulatinamente. Primeiro a cair fora: álcool.
Como é de praxe quando estamos na praia, enviamos uma embarcação com pedidos para Iemanjá. Fiz um pedido BEM EGOÍSTA. Óbvio, não vou compartilhá-lo com vocês. Por outro lado, minha promessa é pública: pretendo ser mais gentil este ano. Em primeiro lugar, com meu parceiro de vida mais próximo e importante: o marido, em segundo, com as pessoas. Copiei a idéia de uma amiga - Ana Castro. A meta é pelo menos uma gentileza por dia.
Terminei o ano esportivo com uma mudança importante: de técnico. Depois de quase quatro anos com o Emerson Gomes, passo a ser atleta do Wagner Spadotto. Continuo amando o Emerson e sei que fizemos um ótimo trabalho mas, como disse a ele, já me conformei com o fato de que tenho vários homens fixos na minha vida. O marido, por exemplo, não pretendo substituir pra dar uma variada... Mas o técnico, aí é possível!
O Wagner é um cara sério e competente. Neste ano conseguiu estar entre os poucos triatletas classificados pra Kona. E não só isso. Foi lá e fez bonito. Mas não foi por esta razão que eu quis tê-lo como técnico. Na verdade sinto que tenho uma grande afinidade com ele e que será muito interessante mudar a forma de trabalho. Serei mais exigida. Vamos ver.
O melhor post do ano é o que está no blog da Thelma. Não deixem de ler.
Então foi dada a largada pra temporada 2011. Não sei bem ainda o destino deste blog. Percebo que estou com vontade de escrever sobre outros temas que não os treinos e provas. A ver o que acontece.
Como não poderia deixar de ser, meu voto para 2011 é que as pessoas estreitem seus laços e alarguem seus horizontes.
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domingo, 2 de janeiro de 2011
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Temporada em Ironland
Não vou aborrecer vocês contando detalhes de meus treinos na terra do Ironman. Vou escolher apenas alguns momentos significativos dessas duas semanas.
Natação
A praia do Santinho tem 2 km. Lá, nadei no mar apenas uma vez, ida e volta, de wetsuit e nadadeira. Sem acessórios, no way. É um mar gelado, grosso, ondulado, com vários lugares em que vc fica empacado. Eu só saia do lugar porque estava de nadadeira. Olhava pra praia e lá estava ela: a bandeirinha vermelha, indicando local perigoso. Fui num horario de movimento. Nadar solitariamente no mar, nunca mais. Depois da experiência com as caravelas, aprendi. O bom é que a volta foi muito mais fácil do que a ida.
Natação gostosa mesmo foi na praia do Jurerê. Yes! Morram de inveja. Nadei lá, no ironmar, com o pessoal da Ironmind. Mar calmo e quente. E com uma esteirinha pra seguir...não poderia ter sido melhor.
Pedal
Puxa. Achei que seria fácil pedalar por ali. Não é, não. Fiz foi muito rolo e bike indoor. Mais uma vez, foi o pessoal da Ironmind que me salvou. Nos dois sábados que estive por lá fui acolhida por essa turma. Foram ótimos, me deixaram à vontade: Rafael Pina, Rodrigo Zerlotti, Luque, Caio, Suzana, Valéria e outros cujos nomes não aprendi. Isso sem falar no Roberto Lemos, técnico, que também foi muito acolhedor. Com eles consegui fazer um pedal decente. Agora é temporada, as estradas estão cheias, tem baladas e muita gente imprudente zanzando logo cedo. Há lugares sem acostamento e outros em que este é tão estreito que mal cabe uma bike. Alguns trechos, confesso, foram bem tensos. Outros, em compensação, um grande prazer. E claro, passar pelas marquinhas do i-dot é uma emoção pra uma novata como eu.
Corrida
Ah, que delícia! Esta parte foi legal, mas teve um episódio engraçado. Saí um dia pra correr de manhã pela rua 12k. Eu respirava e sentia um cheiro horrível, podre. Depois de algum tempo, percebi que TODO MUNDO tinha colocado o lixo pra fora de casa. O ar estava empesteado. Provavelmente o caminhão delixo iria passar em breve. Tentei fugir pra um lugar menos habitado, com menos lixo. Fui me embrenhando pra cá, pra lá... Achando que iria conseguir escapar do cheiro e depois cortar caminho pra voltar. Só que fui dar numas dunas e não tinha atalho. Resultado? Fiz 18k em vez de 12!

Foram 15 dias em que pude me dedicar aos meus meninos, aos treinos, à leitura. Comi sem censura, bebi um tiquinho (descobri um cocktail delicioso, com espumante e morango hummmm), desliguei completamente dos problemas do trabalho e não tive que me preocupar com aquela rotina doméstica que também me enche o saco. Os dias passavam tão rápido! Eu me perguntava: como é que cabe TRABALHO na rotina?
O fato de ter ido lá no Jurerê, visto as marcas da chegada, concretizou a idéia de que estou mesmo me preparando pra um Iron. Agora, é de verdade.
Natação
A praia do Santinho tem 2 km. Lá, nadei no mar apenas uma vez, ida e volta, de wetsuit e nadadeira. Sem acessórios, no way. É um mar gelado, grosso, ondulado, com vários lugares em que vc fica empacado. Eu só saia do lugar porque estava de nadadeira. Olhava pra praia e lá estava ela: a bandeirinha vermelha, indicando local perigoso. Fui num horario de movimento. Nadar solitariamente no mar, nunca mais. Depois da experiência com as caravelas, aprendi. O bom é que a volta foi muito mais fácil do que a ida.
Natação gostosa mesmo foi na praia do Jurerê. Yes! Morram de inveja. Nadei lá, no ironmar, com o pessoal da Ironmind. Mar calmo e quente. E com uma esteirinha pra seguir...não poderia ter sido melhor.
Pedal
Puxa. Achei que seria fácil pedalar por ali. Não é, não. Fiz foi muito rolo e bike indoor. Mais uma vez, foi o pessoal da Ironmind que me salvou. Nos dois sábados que estive por lá fui acolhida por essa turma. Foram ótimos, me deixaram à vontade: Rafael Pina, Rodrigo Zerlotti, Luque, Caio, Suzana, Valéria e outros cujos nomes não aprendi. Isso sem falar no Roberto Lemos, técnico, que também foi muito acolhedor. Com eles consegui fazer um pedal decente. Agora é temporada, as estradas estão cheias, tem baladas e muita gente imprudente zanzando logo cedo. Há lugares sem acostamento e outros em que este é tão estreito que mal cabe uma bike. Alguns trechos, confesso, foram bem tensos. Outros, em compensação, um grande prazer. E claro, passar pelas marquinhas do i-dot é uma emoção pra uma novata como eu.
Corrida
Ah, que delícia! Esta parte foi legal, mas teve um episódio engraçado. Saí um dia pra correr de manhã pela rua 12k. Eu respirava e sentia um cheiro horrível, podre. Depois de algum tempo, percebi que TODO MUNDO tinha colocado o lixo pra fora de casa. O ar estava empesteado. Provavelmente o caminhão delixo iria passar em breve. Tentei fugir pra um lugar menos habitado, com menos lixo. Fui me embrenhando pra cá, pra lá... Achando que iria conseguir escapar do cheiro e depois cortar caminho pra voltar. Só que fui dar numas dunas e não tinha atalho. Resultado? Fiz 18k em vez de 12!

Foram 15 dias em que pude me dedicar aos meus meninos, aos treinos, à leitura. Comi sem censura, bebi um tiquinho (descobri um cocktail delicioso, com espumante e morango hummmm), desliguei completamente dos problemas do trabalho e não tive que me preocupar com aquela rotina doméstica que também me enche o saco. Os dias passavam tão rápido! Eu me perguntava: como é que cabe TRABALHO na rotina?
O fato de ter ido lá no Jurerê, visto as marcas da chegada, concretizou a idéia de que estou mesmo me preparando pra um Iron. Agora, é de verdade.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Férias!!!
Finalmente, agora que todo mundo está voltando, estou indo. De férias! E como não poderia deixar de ser, no ano do meu primeiro Iron, passarei férias num lugar que tem tudo a ver com isso: praia do Santinho, na Ilha do Desterro, mais conhecida por FLORIANÓPOLIS.
Vou com a tropa toda: marido, meus quatro meninos e, como não poderia deixar de ser, levaremos as magrelas. Passaremos duas semanas e pretendo treinar muito. Nadar no mar, correr na praia, pedalar, fazer musculação, alongamento e todas as aulas de body isso, body aquilo, step, hidroginástica... Só não vai rolar “axé-aeróbica” que daí eu vomito.
Vou com a tropa toda: marido, meus quatro meninos e, como não poderia deixar de ser, levaremos as magrelas. Passaremos duas semanas e pretendo treinar muito. Nadar no mar, correr na praia, pedalar, fazer musculação, alongamento e todas as aulas de body isso, body aquilo, step, hidroginástica... Só não vai rolar “axé-aeróbica” que daí eu vomito.
Diferente de boa parte da população, a minha idéia de férias não é ficar de papo pro ar sem fazer nada. Pelo contrário. Uma rotina bem cheia, acordando cedo e não dormindo muito tarde. Claro que também pretendo comer de tudo, beber um pouco, ler bastante nos horários vagos, namorar o marido e curtir os filhos. Uma tacinha de prosecco ao entardecer é obrigatória. Relaxar logo depois do almoço, em algum pufe ou espreguiçadeira, na companhia de um bom livro, faz bem pra cabeça. Ai que delícia. Não vejo a hora.
Tenho certeza de que esta temporada vai me fazer muito bem, que vai ser um ótimo início de preparação.
E aproveitando a ocasião, consulto vocês, meus queridos leitores e seguidores: quem tem boas dicas sobre treinos de pedal em Floripa? Onde, quando e com quem podemos pedalar –, lembrando que estaremos na parte norte da ilha?
Agradeço se vocês puderem me ajudar.
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