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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Como tudo isso começou? (Parte 2 e 1/2 - Disciplina)

É difícil dizer como, onde e porque tudo começou. O episódio com a seleção de vôlei da escola certamente deixou uma marca a ser superada. Mas, ao longo da minha vida, vejo várias peças dispersas desse quebra-cabeça que, montado, forma o caminho que me levou ao triatlon e, espero, me leve a completar o ironman.
Algumas peças são óbvias, saltam aos olhos. Outras não são tão evidentes.
Não sei localizar, por exemplo, de onde vem tamanha disciplina. Uma coisa eu garanto: não nasci com ela e nem aprendi na infância. Foi algo conquistado pouco a pouco, já na vida adulta.
Talvez as gestações tenham contribuído. Afinal, em nome de algo maior, tive que controlar a alimentação, diminuir a bebida, dormir bem. Gostei disso.
Talvez a disciplina em si seja um desafio. Assim, cada um desses sacrifícios que a gente faz, vira uma pequena meta, uma prova de que sou capaz de:
- não beber mais que uma taça de vinho,
- acordar as 4:30 e ir treinar mesmo na madrugada mais fria do ano;
- ir correr mesmo que esteja começando a chover;
- sair mais cedo da festa para ir dormir cedo.
Assim por diante.
Quando a gente percebe que consegue, dá uma satisfação, do tipo “sou eu que mando em mim”.
E tem também aquele general que todos temos (outro dia o chamei de hitlerzinho) e que coloquei jogando a meu favor. Todos nós temos uma vozinha interna que dá ordens, condena, pune. Geralmente, este “ser” é um saco, só serve pra nos fazer sentir culpados, em dívida ou estúpidos. Em algum momento consegui dar a ele um lugar ao sol. De vez em quando, ele se mete onde não deve, mas, no geral, tem sido um grande aliado.
Uma vida disciplinada é uma escolha. No meu caso, não foi uma escolha feita do dia pra noite. E é uma escolha que refaço a cada dia. Tem preço. E tem recompensas.

domingo, 28 de junho de 2009

Caro CLAUDIA ROSENBERG ARATANGY


E então, depois de não conseguir com um cartão, nem com o outro, quase brigar com a operadora deles, de mandar email pro "Dear support" do active e tudo... No terceiro cartão (que eu nunca uso) e vigésima tentativa - consegui.
Agora tenho a escolha. Posso até não fazer. Mas deixar de fazer por falta de inscrição, não! Vou ter que arranjar uma desculpa melhor.
Uma tendinite dessas que vem me assolando desde o ano passado. Isso sim, é um pretexto.
Hesitei. Hesitei porque não sei se vai dar pra conciliar tudo que precisa ser conciliado, não sei se vai dar pra não me quebrar de novo, e de novo e de novo... Pra aguentar a rotina que vem por ai. Não é já, mas é daqui a pouco. E agora, cada prova, não é mais só uma prova. É um passo. Troféu Brasil agosto? É um passo. Penha? Vários passos. Clearwater? Duvido um pouco que role, mas isso é assunto pra outra postagem. Se for, é um graande passo. Fisioterapia? Passos e mais passos.
Incrível, mas este emailzinho fez tudo mudar de perspectiva.